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• terça-feira, 19 julho 2011

Enviado hoje pela leitora Mylene Cyrino.

fonte: Revista Galileu

QUEM É O PSICÓLOGO ISLANDÊS QUE HÁ TRÊS DÉCADAS VIAJA À PROCURA DE CRIANÇAS QUE RELATAM EXPERIÊNCIAS DE VIDAS PASSADAS.

 

Dr. Erlendur Haraldsson

 

Erlendur Haraldsson adora conversar com crianças. Tanto que o psicólogo islandês de 78 anos já encarou mais de nove viagens ao Sri Lanka e outras seis vezes até o Líbano só para ouvir as histórias que os pequenos do outro lado do mundo poderiam lhe contar.Nada de brincadeiras ou travessuras, o que há de comum nos relatos dessas vozes infantis é uma narrativa direta: como elas morreram.

Carbonizadas, vítimas de homicídio, afogadas: boa parte das crianças ouvidas por Haraldsson é capaz de narrar, detalhe a detalhe, histórias de mortes violentas que teriam sofrido em outras encarnações.

É o caso de Purnima Ekanayake, garota que o pesquisador conheceu quando tinha nove anos, na década de 90, em Bakamuna, um vilarejo do Sri Lanka.

Purnima, uma “menina linda e encantadora”, melhor aluna da classe, aos três anos começou a contar aos pais sobre uma outra existência que teria vivido antes de nascer.

Um dia, ao ver a mãe aborrecida por conta de um acidente de carro, comentou: “Não ligue para isso, mamãe. Eu vim para você depois de um acidente. Tinha um monte de ferro no meu corpo”.

A menina começou a contar histórias detalhadas sobre uma vida anterior, na qual teria sido um homem, funcionário de uma fábrica de incenso.

Relatou a localização da fábrica, o nome da antiga mãe, deu detalhes sobre o número de irmãos, as marcas de incenso que eram produzidas, os carros da família, a escola…

Seguindo as indicações, seus pais chegaram à família de Jinadasa Perera, fabricante de incensos que morrera atropelado por um ônibus dois anos antes de Purnima nascer.

“Este é Wijisiri, meu cunhado”, foi o que a menina, sem nunca tê-lo visto antes, disse ao entrar na antiga indústria de incenso, a 230 quilômetros da sua casa, segundo testemunhas entrevistadas por Haraldsson.

A menina ainda olhou para as embalagens e perguntou: “Vocês mudaram a cor?”. A cor das embalagens havia sido alterada logo após a morte de Jinadasa.

Ao analisar as informações dadas por Purnima antes desse encontro, Haraldsson concluiu que os relatos se encaixavam no perfil do morto.

E foi além. Vasculhando os registros da necropsia de Jinadasa, apurou que o atropelamento havia ferido o fabricante de incenso no lado esquerdo do abdome — mesmo local onde o corpo da menina Purnima exibia manchas brancas de nascença.

Três décadas de reencarnação

Longe de ser exceção, histórias como a de Purnima são uma constante na vida do islandês. Haraldsson viu o que restou dos seus cabelos embranquecer enquanto trocava o frio de sua terra natal pelo calor de vilarejos e cidades densamente povoadas do terceiro mundo.

O Ph.D. em psicologia e professor emérito da Universidade da Islândia passou as últimas três décadas colecionando histórias de crianças sobre vidas passadas.

Foram exatas 94 investigações sobre essas narrativas no Líbano e no Sri Lanka, países onde os relatos são mais numerosos, provavelmente por conta da religião — o budismo, no Sri Lanka, e, no caso do Líbano, o drusismo, uma religião de influência islâmica que acredita na reencarnação.

Haraldsson identificou um padrão nessas narrativas. Na maioria dos casos, elas aparecem entre 2 e 5 anos e são comuns os relatos de morte violenta.

Algumas das crianças pedem para conhecer os familiares da suposta outra vida. Outras, vão além. “Vocês não são meus pais de verdade” foi o que Dilukshi Nissanka passou a dizer desde que tinha três anos, para a tristeza de sua família, em Veyangoda, no Sri Lanka.

A menina insistia em rever sua “outra mãe”, dizendo que seu nome verdadeiro era Shiromi e que havia se afogado num rio.

Depois que a história foi publicada num jornal local (casos de reencarnação fazem tanto sucesso na imprensa popular do Sri Lanka como as mulheres-fruta nos nossos tabloides), os pais da garota foram contatados por uma família de outra cidade: eles contaram que, anos antes, a família havia perdido uma filha chamada Shiromi, afogada em um rio.

Examinando declarações da garota antes do encontro entre as famílias, Haraldsson constatou que Dilukshi acertara várias informações sobre a família de Shiromi, como a região em que viviam, o número de filhos e a paisagem local.

Coincidência? 
Histórias assim impressionam, mas será que não podem ser explicadas apenas como coincidência?Foi a pergunta que Galileu fez para Haraldsson quando o caçador de reencarnados esteve no Brasil, em setembro, participando do I Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente-Cérebro.

“Pode ser coincidência, sim”, diz o pesquisador. Para logo em seguida acrescentar pausadamente, em tom didático de professor universitário: “Mas há alguns casos em que isso é altamente improvável”.

Apesar de apontar evidências que considera fortes, Haraldsson evita especular sobre se a reencarnação existe ou não em seus estudos.

Prefere apresentar os fatos e deixar as interpretações para quem lê. “Sou um pesquisador empírico”, afirma. “Você pode encontrar uma grande correlação entre o que uma criança conta e a vida de alguém que morreu. Isto é um fato. O que significa já é outra questão.”

Haraldsson chegou a testar a hipótese de que os relatos poderiam ser explicados por questões como necessidade de chamar atenção ou transtornos mentais.

Mas isso, de acordo com o psicanalista, não é o tipo de coisa que Freud explica. O islandês aplicou testes psicológicos em dois grupos de 30 crianças libanesas, um dos quais dizia se lembrar de outras vidas.

O estudo não encontrou diferenças significativas, exceto em um ponto: as crianças que relatavam vida anterior tinham sintomas de estresse pós-traumático.

Isso pode ser explicado pelo fato de que 80% delas contavam ter passado por mortes violentas. Real ou imaginário, um acidente mortal ou um homicídio são lembranças difíceis para a mente de uma criança.
Método

Mesmo lidando com fenômenos estranhos, o islandês busca seguir a metodologia científica. Seu método dá preferência a fontes que ouviram em primeira mão as declarações espontâneas das crianças, como pais, avós, irmãos e amigos.

Para garantir a precisão e flagrar contradições, as testemunhas são entrevistadas mais de uma vez, separadas umas das outras. Entrevistas com a própria criança são feitas depois, para evitar que o pequeno diga o que o entrevistado quer ouvir.

Feito isso, o psicólogo assume papel de detetive. Com a ajuda de colaboradores locais, como jornalistas e religiosos, busca identificar pessoas mortas com histórias que se encaixem no que as crianças contaram.

Na última fase, procura os registros da necropsia do morto (se houver) e analisa se há correspondência entre possíveis ferimentos e eventuais marcas de nascença.

Aplicar esse método significa chegar a informações consistentes em pouquíssimos casos. Na maioria das vezes, não é possível levantar correlação significativa entre os relatos e o que de fato ocorreu.

A maior parte do trabalho de investigação de 30 anos do pesquisador acaba mesmo sendo descartada. “No Sri Lanka, apenas 10% dos casos apresentam evidências fortes; no Líbano, entre 20% e 30%.”

O aparente rigor e seus quase 100 artigos publicados não impedem, contudo, que o tema de pesquisa de Haraldsson seja visto como marginal.

Se duvidar, é só perguntar a ele como a comunidade científica tradicional reage a seus estudos. A resposta é simples e serena: “Não há reação. Eles apenas não leem”.

 

• sexta-feira, 15 abril 2011

enviado por Mylene Cyrino

fonte: http://networkedblogs.com/gwzUR

Allan Kardec e o Preto Velho
deldebbio | 11 de abril de 2011

Pouca gente sabe, mas numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Allan Kardec evocou um Espírito que, segundo as terminologias da cultura brasileira, poderia ser classificado como um “preto velho”. Esse encontro, narrado pelo próprio Kardec nas páginas da sua histórica “Revista Espírita” (Revue Spirite), de junho de 1859, aconteceu na reunião do dia 25 de março de 1859.

Pai César – este o nome do Espírito comunicante – havia desencarnado em 8 de fevereiro também de 1859 com 138 anos de idade – segundo davam conta as notícias da época –, fato este que certamente chamou a atenção do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informações sobre o falecido, que havia encerrado a sua existência física perto de Covington, nos Estados Unidos.
Pai César havia nascido na África e tinha sido levado para a Louisiana quando tinha apenas 15 anos.
Antes de iniciar a sessão em que se faria presente Pai César, Allan Kardec indagou ao Espírito São Luís, que coordenava o trabalho, se haveria algum impedimento em evocar aquele companheiro recém-chegado ao Plano Espiritual. Ao que respondeu São Luís que não, prontificando-se, inclusive, a prestar auxílio no intercâmbio. E assim se fez. A comunicação, contudo, mal iniciada, já conclamou os participantes do grupo a muitas reflexões. Na sua mensagem, Pai César desabafou, expondo a todos as mágoas guardadas em seu coração, fruto dos sofrimentos por que passara na Terra em função do preconceito que naqueles dias graçava em ainda maior escala do que hoje. E tamanhas eram as feridas que trazia no peito que chegou a dizer a Kardec que não gostaria de voltar à Terra novamente como negro, estaria assim, no seu entendimento, fugindo da maldade, fruto da ignorância humana. Quando indagado também sobre sua idade, se tinha vivido mesmo 138 anos, Pai César disse não ter certeza, fato compreensível, como esclarece o Codificador, visto que os negros não possuíam naqueles tempos registro civil de nascimento, sobretudo os oriundos da África, pelo que só poderiam ter uma noção aproximada da sua idade real.

A comunicação de Pai César certamente ajudou Kardec, em muito, a reforçar as suas teses contra o preconceito, o mesmo preconceito que o levou a fazer, dois anos depois, nas páginas da mesma “Revista Espírita”, em outubro de 1861, a declaração a seguir, na qual deixou patente o papel que o Espiritismo teria no processo evolutivo da Humanidade, ajudando a pôr fim na escuridão que ainda subjuga mentes e corações: “O Espiritismo, restituindo ao espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos de cor.”

Não obstante, é claro verificar o preconceito que existia da sociedade européia de fato na época do fato narrado. Não me surpreende também, o epiritismo, doutrina derivada da sociedade européia vigente daqueles tempos, e codificada por Kardec, a priori, ter qualquer preconceito com relação a espíritos que diferissem dos moldes por eles preconizados pela era européia contemporânea. Ora, não deveria sequer se dar tamnha ênfase nessa comunicação deveras ordinária por Kardec, haja visto que a única diferença, tratava-se pela origem humilde e racial do espírito comunicante. Seria de mesmo modo, como se a Umbanda se maravilhasse quando um espírito de um nobre europeu fizesse comunicação em uma de suas sessões.

• quinta-feira, 20 agosto 2009

Você sabe onde estão os espíritas, assim chamados os praticantes do espiritismo?

Eu não cheguei a conhecer pessoalmente o sr. Francisco Cândido Xavier

( Chico Xavier )

( http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Xavier ), porém tenho visto que seu trabalho precede a sua fama.

Se os números da wiki estiverem corretos, mais de 409 livros psicografados contam as histórias e os ensinamentos que fizeram com que o espiritismo fosse amplamente divulgado no Brasil.

Em 28 de julho de 1971, conforme conta a sra. Sandra Stoll em seu livro “Espiritismo à brasileira“, da EdUSP, 2003, um programa da antiga TV TUPI chamado Pinga Fogo reuniu uma platéia numerosa e 6 intelectuais questionadores para uma sabatina acerca do espiritismo.

http://books.google.com/books?hl=pt-BR&lr=&id=Gx4tmILqy4cC&oi=fnd&pg=PA9&dq=%22Stoll%22+%22Espiritismo+%C3%A0+brasileira%22+&ots=K8kdlnDrah&sig=Dbgu_6sXWq-pIeDyvtSrUP2s168#v=onepage&q=&f=false

Muitos trechos desse programa podem ser vistos através do YouTube no endereço abaixo:

http://www.youtube.com/results?search_query=pinga+fogo+chico+xavier&search_type=&aq=f

Chico Xavier foi questionado sobre assuntos polêmicos, como a vida em outros planetas, homossexualidade, reencarnação, etc. Porém, com a sua mistura habitual de seriedade e bom humor, conseguiu esclarecer pontos importantíssimos com a ajuda de seu guia Emmanuel e toda a corrente espiritual que o acompanhou naquele momento, ele conseguiu popularizar o estudo da doutrina.

Hoje em dia, podemos considerar que além de um exemplo de ser humano, ele foi uma peça fundamental na difusão do espiritismo no Brasil e também pode ser responsabilizado em parte pelo trabalho de tornar essa doutrina tão popular como a vemos no mundo inteiro.

Contrariando o IBGE, Wilson Garcia ( http://www.ipepe.com.br/ibge.html ) mostra uma crítica que nos abre os olhos para a amplitude dos termos espíritas. Até mesmo em 2004 a comunidade espírita já formava 10% da massa populacional do Brasil.

O jornal Mundo Espírita trouxe nessa mesma matéria ( http://www.mundoespirita.com.br/index.php?act=conteudo&conteudo=339 ) alguns números que podem ter sido modificados hoje, mas que nos dão a idéia de um panorama de crescimento da doutrina.

Transcrevo abaixo a tabela divulgada contendo os 23 países núcleos do Conselho Espírita Internacional ( http://www.spiritist.org/):

- Angola: Sociedade Espírita Allan Kardec de Angola
- Argentina: Confederación Espiritista Argentina
- Bélgica: Union Spirite Belge
- Bolivia: Federação Espirita Boliviana
- Brasil: Federação Espírita Brasileira
- Chile: Centro de Estudios Espírita Buena Nueva
- Colômbia: Confederación Espiritista Colombiana – CONFECOL
- El Salvador: Federación Espirita de El Salvador
- Espanha: Federación Espirita Española
- Estados Unidos da América: United States Spiritist Council
- França: Union Spirite Française et Francophone
- Guatemala: Cadena Heliosóphica Guatemalteca
- Itália: Centro Italiano Studi Spiritici Allan Kardec
- Japão: Comunhão Espírita Cristã Francisco Cândido Xavier
- México: Central Espírita Mexicana
- Noruega: Gruppen for Spiritistiske Studier Allan Kardec
- Paraguai: Centro de Filosofia Espiritista Paraguayo
- Peru: Federación Espirita del Perú – FEPERU
- Portugal: Federação Espírita Portuguesa
- Reino Unido: Allan Kardec Study Group
- Suécia: Svenska Spiritistika Förbundet
- Suíça: Union des Centres d’Études Spirites en Suisse
- Uruguai: Federación Espírita Uruguaya

Isso não quer dizer que estes sejam os principais países praticantes da doutrina espírita ou do código do espiritismo no mundo. Muito pelo contrário, na verdade, o todo não tem fronteiras de espaço ou tempo.

Segundo o Livro dos Espíritos (Petit Editora) ( http://www.espirito.org.br/portal/download/pdf/les/index.html ) :

Os Espíritos não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e localizada, estão por todos os lugares no espaço e ao nosso lado, vendo-nos numa presença contínua. É toda uma população invisível que se agita ao nosso redor.”
(pág 20)

…os Espíritos se comunicam entre si. (…) muitos podem descobrir a mesma coisa ao mesmo tempo. Quando dizeis: uma idéia está no ar, usais de uma figura de linguagem mais justa do que acreditais; cada um, sem saber, contribui para propagá-la.”
(pág 168)

626 As leis divinas e naturais só foram reveladas aos homens por Jesus e, antes dele, tinham conhecimento delas apenas pela intuição?
– Não dissemos que elas foram escritas em todos os lugares? Todos os homens que meditaram sobre a sabedoria puderam compreendê-las e ensiná-las…”
(pág 222)

É por isso que quando pesquisamos sobre onde estão os simpatizantes do espiritismo, conseguimos encontra-los em todos os cantos. Alguns praticam até mesmo sem saber, pois o espiritismo na sua essência é caridade, é amor, e isso deve existir independentemente de espaço ou de tempo. Deve ser universal.